Inspiração Livre

domingo, 10 de maio de 2015

Desapegando do que faz mal


Acredito que o perdão é algo difícil para pedir, muito mais por saber as reações que a parte ofendida terá. Mais difícil ainda é conceder perdão a alguém que acredita que não te ofendeu. Porém, enquanto não existir o perdão, estaremos sempre ligados a essa pessoa.

Me lembro de um encontro de casais que participei em 2000, quando um palestrante mostrou à plateia os desenhos de um homem e de uma mulher colados um no outro; depois, ele descolou as duas partes, mostrando que pedaços um do outro ficaram colados em ambos, dizendo que em todo divórcio haverá lembranças da mulher "colados" no homem e vice-versa. E fazendo uma analogia sobre perdão, enquanto não há perdão, tudo o que a pessoa te fez fica "colado" em você, tudo o que olha lembra a pessoa e por aí vai.

Geralmente não falo às pessoas o que elas fizeram ou disseram que me decepcionou. Acabo guardando muitas coisas dentro de mim ou se já estou nervosa já falo na lata. O que falo na hora não me escraviza, mas o que guardo me faz muito mal. E foi assim que relembrei a algumas semanas tudo o que uma pessoa que amo fez e falou que me machucou.

Essa pessoa é muito difícil de lidar justamente por não assumir o que faz e o que diz. E sempre guardei tudo, respirava fundo e deixava para lá. E tudo o que guardei fez com que eu tivesse uma visão muito negativa sobre mim e isso não me deixava crescer, amadurecer. Mesmo com várias pessoas ressaltando as minhas qualidades, não me via tão qualificada. Eu sentia que por mais que eu me esforçasse, nunca seria boa demais ou surpreenderia essa pessoa.

E então resolvi escrever uma carta colocando no papel todas as mágoas e ressentimentos que eu tinha. Foi uma carta muito difícil de escrever, cheguei a rasgar, jogar fora, reescrever e nada. Eu, que sempre tive facilidade de me expressar no papel me sentia incrivelmente burra. Nessa hora recorri ao Pai celestial para me ajudar a colocar no papel o que tinha no meu coração.

Enquanto escrevia, era inevitável segurar as lágrimas que eu nem sabia que tinha. Expressar essas dores na escrita doía. Resolvi chorar tudo o que precisava. E enviei a carta pensando nas reações que ela causaria: a não aceitação do que estava escrito, a negação dos atos descritos ou a reflexão sobre o que eu sentia com a liberação de perdão de ambas as partes, afinal eu também pisei na bola e assumo. 

A reação da pessoa foi a não aceitação e a negação. E como essa pessoa domina a arte da manipulação, enquanto lia o que ela me escreveu, me senti uma idiota; era como se tudo o que expressei fosse fruto da minha imaginação, como se eu tivesse inventado tudo para justificar as minhas mancadas. Depois que li, fui andar um pouco para refletir sobre toda essa situação e lembrar o que eu precisava naquele momento: aceitar meus erros, me consertar, liberar perdão a esse alguém e seguir em frente a minha vida. Ainda respondi alguns pontos ao que essa pessoa me escreveu, pondo um ponto final.

O perdão não é instantâneo mas é um processo. Ontem mesmo, diante do espelho falei tudo o que me incomodava e pedi a Deus que me ajude a liberar perdão para que eu me lembre desse alguém de forma positiva, aceitando-a como ela é e pedindo a Ele que quebre esse coração de pedra. 


E para concluir, esse pensamento:

"Toda referência precisa ser notável, exemplar, limpa e transparente. Procure seguir alguém que assume o seu passado, assim as suas referências não estarão de acordo com a vontade e a vida do outro e sim da sua própria vida, experiência, entendimento e razão."

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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Qual é a sua motivação?



Essa frase pisca constantemente na minha mente: qual é a motivação para isso ou aquilo? Por que existem pessoas que não tem vontade nenhuma, em vez de abrir mão e deixar para outra pessoa fazer, se afunda e afunda os outros?

Eu já trabalhei em diversos empregos e sempre procurei fazer o meu melhor. Em um desses empregos eu não exerci com excelência por causa do constante assédio moral cotidiano que eu vivia que se uniu à depressão e eu trabalhei as últimas semanas relaxadamente porque era a forma que eu tinha de me "vingar".

Hoje, pedagoga formada, trabalhando na área, por vezes acabo achando que todos os professores são como eu que estuda, investiga, busca, muda, interage... mas nem todos são assim. Para mim é demasiadamente triste e repugnante presenciar "profissionais" da área de educação que não estão satisfeitos (seja por causa do salário, da estrutura do ambiente escolar, da liderança, entre outros problemas), que acabam afundando e desgraçando a educação.

Sou professora do Maternal 2 e procuro sempre levar novidades aos pequenos, aproveitando que nessa faixa etária (2 anos) eles são bem impressionáveis. Já me vesti de Emília, de Índia, imito o Lobo Mau. Sempre tendo o foco na aprendizagem deles. Sirvo de inspiração para algumas professoras, outras tentam me atingir com comentários do tipo "você é assim porque concluiu Pedagogia agora, quero ver daqui a 5, 10 anos". Meu bem, atuo na Educação Cristã a 20 anos e só tenho progredido e acredito que daqui 5, 10 anos estarei voando na Educação Infantil ou Fundamental.

Não costumo dar ouvidos a esse tipo de comentário, mas se tem algo que me mata é observar professores que afundam o ensino. Deixam seus alunos o tempo todo assistindo televisão, brincando sem nenhuma orientação pra poder mexer no celular, afirmando que cursaram pedagogia porque era fácil, porque no município o concursado ganha bem, entre tantas outras coisas. Minhas colegas de profissão vão detestar ler essa linha, mas eu sou contra as greves da forma que são feitas hoje. Querem atingir os prefeitos, os governadores, porém os maiores prejudicados são os alunos!

Nos altos dos meus 34 anos, eu sinto que me encontrei profissionalmente e todos os dias acordo animada e motivada para as minhas aulas, sabendo que vou chegar na escola e ver aqueles rostinhos sorridentes aprendendo um pouco de tudo a cada dia comigo, sabendo que os seus saberes serão espalhados por onde quer que eles forem!


Você que lê esse meu desabafo, na área que você trabalha/estuda, qual é a sua motivação para tal? Espero que a sua motivação não o faça se animar, mas sim transformar a si mesmo e a todos que estão a sua volta. Até mais!
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domingo, 19 de abril de 2015

Fazendo o que ama com dedicação


"O que você quer ser quando crescer?" Quem nunca ouviu essa frase de um adulto quando criança? Quem nunca fez a mesma pergunta? Pois é, desde pequena quando me perguntavam, a resposta era sempre a mesma: PROFESSORA.

Sempre gostei do ambiente escolar. Até mesmo na igreja. Meus olhos brilhavam quando as professores contavam histórias com flanelógrafo, fantoche, cartaz, quando cantavam músicas com muitos gestos... ah, eu delirava! Até brincava de ser professora, tal era o meu sonho.

Antes de ser professora de Educação Infantil, me tornei professora de Educação Cristã aos 13 anos. Muita gente não botava fé em mim, mas quem me preparou para o ofício, o Pr Magno Paterline, viu que eu tinha um grande potencial. E muita coisa que eu sei até hoje é graças a esse homem de Deus que me ensinou que para trabalharmos na obra, além da disposição, precisamos muito da orientação do Pai Celestial e de estar disposto a aprender sempre. 


E provei mesmo a minha capacidade, não somente para todos os que duvidavam mas para mim mesma. Os anos foram se passando, eu construindo meus materiais, aprimorando o que eu sabia, correndo atrás do que não sabia e quando vi estava dando aulas até para adolescentes.

Secularmente trabalhei como secretária, auxiliar de escritório, office girl, telefonista, manicure, cabelereira, artesã... mas não me encontrava em nenhuma dessas profissões porque estava latente dentro de mim o magistério. E com três filhos pequenos, voltei a estudar. Não foi fácil voltar a estudar depois de 11 anos sem abrir um livro, foi sofrido, mas Deus me recompensou porque eu estava disposta.

Conclui meu tão sonhado curso de Pedagogia, hoje sou professora regente do Maternal II e ali deixo toda a minha criatividade fluir. Tenho outros sonhos para essa área, como escrever livros para outras professoras e para alunos, ter a minha escola e tantos outros sonhos que não sei se vou realizar. Mas nos altos dos meus 34 anos eu vivencio o prazer de fazer o que ama com dedicação. Como é bom trabalhar com aquilo que temos o dom, a vocação!



Já até me disseram "você está assim porque está no início da carreira, quero ver daqui a 5 anos"... Bem, vou deixar passar os 5, 10, 15 anos para constatar. Mas acredito que a minha opinião não muda não... beijinho no ombro!

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sábado, 18 de abril de 2015

Infinitamente mais do que tudo o que pedi ou pensei!


Chegou o fim do curso de Pedagogia. E estava chegando ao fim meu contrato como estagiária pela Prefeitura. Aquele aperto no peito de sair do CMEI, de deixar as crianças e as colegas e não saber para onde ir, se eu ia conseguir estágio em outro lugar me deixava preocupada.

Depois que redigi meu currículo, comecei a via sacra: fui de escola em escola (as particulares), entregar e passar pela entrevista. Infelizmente descobri tarde demais que em Campo Mourão você só trabalha em escola particular se você tem Q.I. (Quem Indica). Conversei com algumas colegas que já trabalhavam em algumas dessas escolas, umas se comprometeram em me indicar, outra foi bem taxativa 

"nem fala que me conhece!"

É, talvez alguém já a tenha prejudicado e ela não quisesse reviver essa cena. Então eu só tinha que pedir a Deus e esperar.

Uma das minhas colegas de curso comentou sobre uma escola que precisava de uma auxiliar para berçário. Entreguei o currículo e aguardei. Falando a verdade, eu não conseguia me enxergar dentro de um berçário. Não é que eu não gostasse de trocar fraldas, ou como dizem por aí "lavar a bunda de bebês", já trabalhei em berçário, estava craque no que diz respeito à troca de fraldas, mamadeiras e por aí vai... mas eu queria trabalhar com os maiores, vivenciar as práticas pedagógicas observando as professoras na socialização, atividades e por aí vai. 

Fui chamada para três dias de teste. Primeiro dia no berçário: troquei muitas informações com a professora da sala, ajudei na troca e alimentação dos bebês, no soninho... fiquei maravilhada com a sala, com os equipamentos que lá encontrei e fiquei pensando no CMEI que deixei, que espetacular seria ter um pouco do na escola tem para ajudar as professoras e os bebês na construção da sua autonomia. No final do dia, fui chamada para conversar com a Coordenadora e ela me disse que só tinha ouvido coisas boas a meu respeito (oba!) e gostaria que eu fizesse um teste no próximo dia no Maternal II.


Ah... eu tenho certeza de que ela viu meus olhinhos brilharem! Nem dormi direito de tanta ansiedade! E no segundo e terceiro dias, estava lá no Maternal II com a auxiliar e a professora regente que foi minha colega de faculdade que sairia dali para assumir o concurso. Estava na cara que a auxiliar assumiria a regência e eu seria a auxiliar da turma. Porém, eu me enganei!

Fui contratada sim (Glória a Deus!) como professora regente! Deus é bom demais! Estava na expectativa para ser auxiliar e fui contratada como a professora! E quase um mês depois ainda me encontro em êxtase. E estou vivenciando uma nova fase da profissão para mim, envolvida em planejamento de aulas, diário de classe, atividades e por aí vai. E é lógico que estou extravasando toda a criatividade que estava a anos incubada!




É muito gratificante trabalhar com o que ama. E eu amo a Educação Infantil e poder acompanhar de perto a evolução dos meus pequenos.



Obrigada Pai por esse belíssimo presente!

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A palavra convence mas o exemplo arrasta.


Nunca essa frase fez tanto sentido na minha vida como agora. Muitas vezes podemos achar uma frase bonita, mas ela é carregada de significado quando traz sentido à fase que estamos vivendo.

Como relatei em outra postagem, estou passando uma fase bem difícil com a minha família. Porém, o melhor dessa fase é que estamos muito unidos, sempre preocupados uns com outros, dialogando mais e fazendo planos para que tudo melhore e essa fase passe logo.

Moramos de aluguel e o pagamento está atrasado. Explicamos nossa situação ao dono da casa, mas ele exigiu que saíssemos dela. Começa outra luta pra procurar uma casa pra alugar no mesmo bairro, perto da escola do caçula, perto da casa da sogra, pelo mesmo preço ou mais conta. Achamos uma casa pela metade do valor que costumamos pagar e a 10 passos da escola do João. Respiramos aliviados. Ufa! Fechamos com o dono no sábado e no domingo já levaríamos algumas caixas. Domingo de manhã fomos à igreja e levamos um choque na volta à casa: tinha um caminhão descarregando uma mudança!


Ah, não aguentei! Chorei e chorei... comecei a lembrar de tudo o que estamos passando nessa fase e desabei. Como no domingo eu estava escalada para cantar tanto com a equipe quanto com o coral, pensei em mandar uma mensagem para o pessoal avisando que eu não cantaria, que eu não tinha condições para cantar. Mas desisti. Resolvi acalmar meu coração e parar com o chororô.

À noite, na igreja, cultuamos a Deus. Toda vez que o pastor falava algo que mexia comigo, eu respirava fundo pra não chorar, até porque é bem difícil cantar com a voz embargada de emoção. Mas na hora da santa ceia, quando vi meu filho mais velho, o Pedro, chorando e orando de joelhos, não aguentei. Fui até onde ele estava, abracei-o fortemente e disse que essa fase estava passando. Choramos.

Mas quando vi meu filho me enchi de orgulho em vê-lo clamando a Deus. E a frase título dessa postagem nunca fez tanto sentido na minha vida como agora. E mais uma vez se confirma que os atos falam muito mais que as palavras.



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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Pessoas que nos surpreendem


Na madrugada de hoje (20/02/2015) eu estava no Celebra Eventos prestigiando o baile de formatura da Alessandra (comigo na foto). Estudamos pedagogia juntas, mas ela se formou primeiro. A Alessandra era aquela colega quietinha, que fica na dela anotando tudo o que os professores falavam, sempre falando baixinho, discreta, totalmente diferente de mim rsrsrsrs

Semana passada recebi uma ligação dela e fiquei surpresa em ganhar os convites. Até porque eu achava que se um dia ganhasse, seria de alguma amiga muito próxima, mas me surpreendi não somente com o convite mas também em constatar a alegria da Alessandra, com certeza a mais animada da festa - e a que mais me abraçou efusivamente!!!

Concluir a graduação é o máximo, é um ciclo que se fecha. Depois de anos estudando, quebrando a cabeça, passando noites em claro em meio a estudos e trabalhos, chegar na festa de formatura é colher os louros da vitória. E desejo a todas as minhas colegas muito sucesso na caminhada profissional.

E fico aqui aguardando minha colação e baile que será em Agosto. 
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Ensinando, aprendendo, ensinando...


Nas minhas leituras dos blogs, li a postagem A menina, o sorvete e a lição do blogueiro Claudio Chamun. Confesso que fiquei muito emocionada, alias sempre fico quando leio algo que envolve crianças.

Quando me tornei mãe, achei que teria todas as respostas aos meus filhos conforme chegassem as perguntas. Como a gente se engana! Ainda mais porque meus filhos fazem perguntas que para a idade deles são bem avançadas (rsrsrs). Pelo fato de muito perguntarem, acabei sendo estimulada a ir atrás de diversas informações e como tenho aprendido com eles!

Estamos lendo a Bíblia em família e me surpreendo com eles quando questionam coisas que nem sequer pensei. Por exemplo, quando estávamos lendo sobre a história de Abraão me perguntaram como os povos naquela época faziam para saber as horas. Como eu nunca pensei nisso? Depois da nossa leitura, pesquisamos no Google e conhecemos como os relógios foram criados e melhorados com o passar dos anos. Independente do livro que lemos juntos, eles sempre levantam questionamentos que tem trazido grandes lições para todos nós.

E o carinho que recebo deles então! Totalmente desprovido de interesse. É lógico que, às vezes, eles vem com graça "mãe, você emagreceu! Me dá 10 reais kkk", mas como temos tanta intimidade e cumplicidade, até mesmo com esse tipo de brincadeira eu sinto o quanto me amam. Às vezes acho que me veem mais como amiga do que mãe. E mãe tem amor incondicional e de certa forma sinto que é recíproco da parte deles.


Não só em casa tenho aprendido. Com as crianças do CMEI onde faço estágio, tenho aprendido grandes lições com elas. Muitas vezes caímos no erro da barganha tal qual o post do Claudio, mas carinho e amor nos são dado sem ter nada em troca.

E quando acho que estou ensinando, na realidade estou aprendendo. E assim vou enriquecendo cada vez mais a minha vida com belíssimos valores.

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Altos e Baixos da Vida


"A vida é cheia de altos e baixos... se a sua vida não tem, você está morto!" Outro dia li essa frase no face e logo me veio à mente a imagem que ilustra essa postagem. Nossa vida é como o mostrador dos batimentos cardíacos: enquanto há altos e baixos, há vida!

Nesse momento estou passando uma fase difícil. Estou nas últimas semanas da minha bolsa estágio, meu marido trocou de representação comercial e estamos no zero no quesito financeiro e meu pai e irmãos estão de relações cortadas comigo. Sério, fazia tempo que eu não me encontrava com um sabor tão amargo na boca.

Estou esperando a prefeitura da minha cidade abrir concurso para professores de Educação Infantil e torcer para ser chamada na primeira lista. Conclui a faculdade e não gostaria de ficar parada. Sonho em trabalhar como professora de alfabetização mas enquanto não abre concurso para as séries iniciais do fundamental, vou trabalhar na Educação Infantil. Já entreguei currículos e fiz algumas entrevistas na rede particular e agora só me resta aguardar.

Meu marido trabalhou como representante comercial para duas empresas mas não deu certo. Me pego perguntando "por que não deu?", afinal conhecemos outros representantes que ganham muito bem. Agora ele partiu para a 3ª representação e confesso que não estou muito animada. Estou tal qual o gato escaldado que tem medo de água fria. Peço a Deus que o abençõe nesse projeto e que a gente saia dessa situação financeira precária. Como é difícil olhar para os cobradores e sequer ter perspectivas de quando pagar.

Estou a várias semanas sem falar com meu pai e irmãos. É um relacionamento muito difícil de engolir. Passei vários anos engolindo desaforando, aguentando indiretas, piadinhas que aos poucos foram evoluindo para falta de respeito e por aí vai. Chegou uma hora que eu não aguentei e despejei no facebook alguns desaforos. Sei que o certo era falar pessoalmente, mas quando se mora em outro estado e a cabeça já está fervendo de raiva, só pode dar em mer#%.

Mas de toda essa situação ruim eu ainda consigo enxergar coisas boas. Aliás, maravilhosas. Meus filhos, meu marido e eu estamos vendendo saúde. Estamos unidos. Apesar de todos os problemas, quando estamos fora de casa não vemos a hora de voltar porque sabemos que nosso lar é o nosso refúgio, nosso paraíso. Graças a Deus por isso. Eu vejo pessoas que tem tanto dinheiro, que não sabe mais como gastar tudo o que tem e a família está toda desestruturada, algum familiar está doente e os remédios são caríssimos e por aí vai.

Não sei o que vou aprender de toda essa situação. Já tenho tirado algumas conclusões, estabeleci metas e objetivos. Porém confesso que não vejo a hora de estar lá nos altos. ^.^

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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Voltando a postar...


Puxa, quanto tempo não entro aqui! Desde setembro do ano passado. Os últimos meses do ano foram longos e puxados. Até dei uma pirada kkkk pois é, fui diagnosticada com a Síndrome de Burnout que nada mais é que a depressão que acomete um profissional da educação.

A avó do meu marido faleceu devido às complicação do diabete e essa morte foi muito sentida por todos os familiares. Eu senti demais pelo motivo de nunca ter tido amor de avós e ela me adotou e me tratou como neta, tinha um carinho muito especial pelos meus filhos e sempre me fazia rir. Lembro-me de quando estava me matando numa dieta pra emagrecer pra mostrar aos meus pais que eu estava mais magra (hahaha doce engano!) e ela mandou eu parar com isso senão eles iam achar que eu estava passando fome em Campo Mourão.

Também me vi toda envolvida no meu TCC. Sonhei tanto com esse trabalho, já tinha feito rascunho de muitas coisas que desejava nele e quando coloquei, minha professora mandou tirar tudo. Que frustração! Mas a parte que retirei guardei de lembrança e quem sabe as experiências ali descritas não me servirão para o TCC de uma pós, não é mesmo?

Depois da minha última prova na faculdade e do meu último dia de estágio, embarquei para São Paulo e tive minhas férias frustradas... mas essas férias irão para uma outra postagem até porque, diferente do filme, eu não ri.

Pois é. Estou aqui blogando outra vez e com muitos planos para esse ano. Muito brasileiro vai esperar o carnaval passar para, enfim, entrar em 2015, porém estou já batalhando por meus projetos. E viva 2015!

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domingo, 7 de setembro de 2014

Rumo ao ENADE e ao fim do curso


Ufa, estou na reta final da faculdade. Praticamente na contagem regressiva. Como meu curso de Pedagogia é à distância, faltam 3 provas para a conclusão, além do TCC.

Nessa foto acima, estão alguns dos meus colegas que estão se preparando para o ENADE. Uma vez por semana assistimos aulas onlines com as disciplinas que caem na prova e uma vez por mês assistimos a uma aula presencial com alguns dos professores. Neste último sábado (6/9), assistimos uma aula sobre alfabetização e letramento, nota 1000, com a professora Márcia Previato.



Nessa jornada, conheci e fiz amizade com vários colegas. Já vi muitos deles formados, passando em concurso ou lecionando em escolas particulares, trocando de curso ou desistindo. Eu mesma precisei trancar meu curso por um tempo - se não tivesse trancado, teria me formado ano passado. Porém, cada módulo que passava, eu sentia a confirmação de estar me preparando para a profissão com que mais me identifico.

Desde pequena, lá no meu pré-escolar, o "tio" Tony perguntava o que eu queria ser quando crescer e a resposta estava na ponta da língua: professora. Quando achei que ia cursar magistério, minha mãe venho com a mudança de planos. Na opinião dela, eu tinha que cursar processamento de dados, porque era a profissão do futuro. Pois é, cursei, aprendi a me virar muito bem no computador e não me realizei. A verdade é que eu queria que aqueles anos voassem para me livrar do curso. Terminei e não pude cursar Pedagogia por "n" motivos, mas nunca deixei morrer o sonho de ser professora.

Casei, tive meu filhos e entrei de cabeça no EaD, mesmo ouvindo várias pessoas criticando o curso à distância. Quem não conhece, acha que compramos o diploma e não aprendemos nada. Muito pelo contrário. Quem opta pelo EaD tem que ser disciplinado, encontrar tempo para ler, ler, ler e aprender, pesquisar, investigar. E mesmo formado, continuar estudando. Não me arrependo de ter cursado dessa forma, no momento era o que eu podia cursar, por ter três filhos pequenos e não ter com quem contar para cuidá-los enquanto eu estudava.

Minha cabeça está voltada para a pós, em psicopedagogia. É uma área que me estimula, acho que desperta um Sherlock Holmes dentro de mim, de investigar o aluno para descobrir o que o leva a ter dificuldades para aprender e ajudá-lo a superar. Sonho também com o curso de Letras. Quem sabe eu não chego lá?



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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Abstinência, Jejuns & Quarema: Preparação para a Páscoa


Conversa vai e conversa vem, durante a minha aula na faculdade relatei a uma colega minha programação do fim de semana: faxina na sexta-feira. Ela fez uma cara tão feia e perguntou porque eu não deixava para outro dia, se tratando de ser uma sexta-feira santa. Por estar morando numa cidade em que a concentração de católicos é grande e eles são praticantes e guardam os feriados santos, passei a analisar os comportamentos gerados, em especial, na quaresma.

Até li hoje no site da Globo, uma reportagem sobre jovens católicos que abdicaram do Zap Zap (Whatsapp) e Facebook (matéria aqui) e achei interessante o que eles relataram sobre estarem pendurados na tela do celular e "esquecer" de interagir com as pessoas que estão ao seu lado. Na quaresma, algumas pessoas deixam de comer determinado alimento, deixam de fazer certas coisas, mas... mas depois que a quaresma termina, voltam a ter a mesma vidinha de sempre.

Eu não faço nenhuma preparação em especial para a Páscoa. Acredito que o sacrifício de Jesus deve ser lembrado todos os dias, em todos os momentos. Mesmo sendo Deus, viveu como humano no período em que estava na Terra e sentiu na pele a dor, o sofrimento e as tentações e nos deixou um grande exemplo a ser seguido e é inspiração para quem almeja uma vida plena com Deus.

Nesse domingo, particirei de uma Cantata chamada Amou-me com a Cruz. Analisando a letra de cada música, me senti muito tocada porque eu nunca poderei mensurar o quanto Deus nos ama. Nosso amor que dedicamos ao próximo, muitas vezes está condicionado a fatores ou, no caso dos filhos, é um amor incondicional. 

Vamos aproveitar a data para refletir sobre nossas decisões e comportamento... não adianta nada deixar de fazer várias coisas só porque é quaresma. Lembre-se: as pessoas podem ver a sua abstinência e jejum, mas não podem te acompanhar 24 horas por dia nem ver o que está em seu coração. Mas Deus sim!

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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Panelinha - ou você está dentro, ou está fora ou monta uma!



Estava eu assistindo um programa de televisão falando sobre "Panelinha", mostrando como vão surgindo desde a infância até a idade adulta. Panelinha nada mais é que pessoas que tem afinidades em comum e que compartilham sempre dos mesmos momentos juntos.

Analisando minhas antigas amizades de SP eu me lembro de nossas afinidades, porém nem de longe eu estava dentro de uma panela. Sempre gostei de ir e vir, conhecer pessoas e me ligar a cada uma delas, nunca gostei de clube da luluzinha.Porém nunca imaginei que anos depois me sentiria tão prejudicada por outras que atravessariam meu caminho.

Estou morando em Campo Mourão há 6 anos, vim para cá com a cara e coragem. Com a exceção dos parentes do meu marido, não conhecia ninguém. Aos poucos, fui conhecendo pessoas, colegas, clientes e construindo amizades. Lógico que não fiz - até hoje - amizade mesmo (daquela amizade tipo Jônatas e Davi, Rute e Noemi ou como da música do Roberto e Erasmo "amigo de fé, irmão e camarada"). Tenho 3 ou 4 pessoas que posso confiar de olhos vendados, porém nem todas as minhas verdades são suportáveis no nível em que eles estão. E desses eu espero não me decepcionar para não perder a esperança na humanidade.

Talvez, ao ler até aqui, você pense que estou me fazendo de vítima. Não sei se já cheguei no vitimismo, mas conclui que tenho mais facilidade em atrair interesseiros do que amigos. Sim, eu herdei da minha mãe alguns itens de fábrica chamados BONDADE, COMPAIXÃO, MISERICÓRDIA e EMPATIA, então os interesseiros vem, sugam tudo o que querem e vão embora. Pelos menos as Mulheres que Amam Demais tem o MADA para se  reunirem e trocarem ideias para deixar de amar demais seus parceiros... 

Mas voltando ao assunto da panelinha... passei a frequentar um grupo de pessoas que se reunem 2 ou 3 vezes por semana. É um grupo grande e achei que ia conseguir me encaixar. Que engano! Perdi as contas das vezes que me trataram como uma autista, como se eu vivesse no meu mundo, construído por mim e não pudesse sair desse mundo para participar do deles. Tentei enturmar, tentei entrar e nada... Até ouvi uma frase audaciosa de um deles:

O problema não é ter panelas ou panelinhas aqui... só não pode colocar tampa!

Ah, mas eu ri... ri muito, ri por demais...

Eu gostaria que esse tipo de coisa não me incomodasse. Eu não sei porque me sinto tão só, acho que estou de saco cheio de não ter pessoas para desabafar quando estou atravessando momentos difíceis, que me deem conselhos ou palavras de ânimo, pessoas com quem se pode sair para comer, beber, se divertir, para trocar ideias. Quem me procura e me chama de amiga é para pedir ou ganhar alguma coisa, tô farta!

E aí, você conhece algum grupo de anônimos em que eu possa me inscrever??? :D



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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Amigo Imaginário


Você já teve um amigo imaginário? Bem, uma boa parte dos adultos - e das crianças - já teve ou ainda tem um amigo imaginário. Eu nem me lembrava dos meus até assistir o vídeo acima. Até onde eu sei, nenhum dos meus filhos teve - não me recordo deles falando de algum amigo invisível em casa rsrsrsrs - mas eles riram, inclusive meu marido, quando assumi que tinha. Será que passei recibo de louca???

Quase sempre eu era pega falando sozinha. Para os outros eu falava sozinha, porém eu estava batendo altos papos com meus amigos imaginários. Só agora me dei conta que só tive amigos (Pedro, Carlos, Michael) e não amigas imaginárias. Talvez isso tenha ligação com o fato de que em matéria de amizades, me dou melhor com o sexo oposto. Dificilmente uma amizade feminina dure tanto tempo quanto a masculina. Puxando pela memória, me desentendi com 2 amigos, agora a lista de "amigas" parece ficha corrida.

Mas voltando aos amigos imaginários. O amigo que eu mais gostava de conversar era com o Michael. Cheguei a sonhar diversas vezes com ele. Bizarro é descrevê-lo: era uma criança, de 2 anos, com cabelos lisos castanhos e usava um macacão azul. Não me recordo da última vez que conversei com todos os amigos, mas lembro que tinha sempre um papo cabeça com eles. Acho que eles eram uma espécie de diário, assim como o diário de bordo de Lucas Silva & Silva, diretamente do mundo da lua, onde tudo pode acontecer...

E aí, você já teve um amigo imaginário?
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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Lentanet


É até chato reclamar de internet lenta, ainda mais quando me lembro que já acessei a discada que demorava para entrar e só acessava depois da meia noite ou livremente nos fins de semana. Se a minha mãe me ligava e o telefone estava ocupado, era batata: eu estava pendurada na internet. Lógico que naquele tempo não tinha orkut e nem facebook, passava meus dias no bate papo e no icq, muitas vezes entrava em um site e a imagem demorava horas para abrir... 

Depois de ficar anos sem internet, ao me mudar para Campo Mourão em 2008, tive a oportunidade de ter a Internet Banda Larga. Um sonho! Logo montei meus blogs, ganhei sorteios, amostras grátis e brindes, horas no orkut, facebook, twitter, netlog. Mudava de casa, lá estava a internet comigo. Mas nem tudo são flores, mudei para um bairro em que a operadora não cobria telefone fixo, muito menos internet, tive que apelar para internet via rádio.

Ela não era tão rápida quanto a banda larga, mas dava para fazer muita coisa. Mas a empresa que fornecia costumava desligar todos os telefones quanto a internet caía e não voltava. A gota d'água foi numa semana que fiquei todos os dias sem acesso, sem uma explicação e resolvi mudar para outra empresa, de um conhecido. Ai, se arrependimento matasse!

De cara ele me avisou que a internet por aqueles dias estava lenta, mas iria melhorar. E cada vez mais lenta, uma lentanet. Nem vídeo abria. E eu ficava desesperada porque minha faculdade é à distância. Chorava toda vez que precisava fazer pesquisa. Quando caía de vez, ligava para lá. Quando você liga para uma empresa qualquer, nem sempre o mesmo funcionário te atende, mas quando você já tem um grau de intimidade com a pessoa, você fica como a chata da história.

Como tenho parentes que moram no exterior, estava doida para falar e desejar votos de um feliz natal e ano novo, adivinha? O dono da empresa viajou e o acesso da internet junto com ele. Ficamos do dia 24/12 até 02/01 sem acesso. O que eu fiz? Fui atrás de outra internet e até que enfim consegui banda larga!


Tudo abre rapidinho, os vídeos carregam rápido, parece que troquei uma lesma pelo Bolt, aquele atleta super rápido. Parece até que minha pressão ficou baixa, estou até mais feliz, acredita? rsrsrs

Feliz Ano Novo e desejo uma internet super rápida a todos vocês!

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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Então é Natal!


Está aí uma coisa que não vou poder contar para meus filhos: o que minha família fazia na véspera de Natal e Ano Novo na minha infância. Meus pais sempre faziam um almoço diferente nessas datas, mas na véspera passávamos dormindo.

Não sei bem explicar o porquê, talvez porque eles mesmo não tiveram na infância deles - mas hoje em dia fazem e até postam foto no facebook - enquanto eu ouvia minhas amigas comentarem do amigo secreto, da abertura dos presentes que estavam no pé da árvore, do peru, do pernil e eu ficava imaginando como era.

Depois que me casei, era sagrado já que na família do meu marido era costume - uma vez ou outra minha sogra comprava um porquinho e o engordava para o Natal. Nas vezes que passamos Natal e Ano Novo, a mesa farta de tudo o que você imaginar. Na minha casa eu não fazia muita comida porque éramos só nós dois mesmo. Às vezes um amigo ou outro nos chamava para a ceia deles e eu me acabava no pernil.

Deixando as comilanças de lado - sim, nessa época ninguém respeita dieta, "jaca" mesmo - quero falar do sentimento que esse período gera em nós de estarmos juntos de quem amamos, de rever nossas ações, de pedir perdão e perdoar, de fazer uma faxina e prometer várias coisas para o próximo ano. Para mim, não está sendo diferente de tantos outros anos, porém sempre colocando como meta cumprir o que prometer. Uma das coisas que estabeleci por esses dias é deixar de correr atrás de certos "amigos". Sim, por que às vezes admiramos tal pessoa mas a tal não nos admira com a mesma intensidade e por vezes se aproxima em situações distintas, como quando precisa de algo que você tem, de alguma coisa que você pode fazer ou simplesmente quer sua companhia porque não tem com quem conversar. Há quem defenda que "quando determinadas pessoas só te procuram quando estão na fossa porque você é a luz do túnel delas", é preciso colocar limites, até mesmo para a nossa saúde mental.

Quero desejar a todos os leitores do blog um Feliz Natal. Aproveite bem cada minuto ao lado de quem você ama, não se esquecendo do aniversariante do dia que está sempre olhando para nós!

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