domingo, 23 de abril de 2017

Livros infantis que gosto

Dia 18 de Abril é comemorado o dia nacional do livro infantil e como professora, vez ou outra, estou às voltas com esse tipo de leitura. Resolvi elencar nessa postagem os livros que gosto e alguns que cheguei a ler durante a minha infância.





  1. Fada Sempre-Viva e a Galinha- Fada, de Sylvia Orthof: gente, já procurei esse livro para comprar, mas tá difícil. Não sei quantos anos eu tinha, na realidade esse livro nem era meu, era da minha prima, mas eu sempre lia e adorava as ilustrações desse livro.
  2. O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry: li na minha infância, mas confesso que só entendi o livro mesmo na adolescência, principalmente quando eu namorava com meu marido e participamos de uma peça de teatro, na qual eu era a Raposa e ele o Pequeno Príncipe <3
  3. O menino que perdeu a sombra, de Jorge Fernando dos Santos: conta a história de um menino que perdeu a sua sombra. Como ele poderá solucionar esse problema? O que mais gostei da leitura são as grandes descobertas que o menino faz sobre a sua imagem e seus próprios sentimentos.
  4. Clact... clact... clact..., de Liliana Lacocca: li esse livro para minha turma de 1º ano, quando estava trabalhando as formas geométricas com eles.
  5. A velhinha que dava nome às coisas, de Cynthia Rylant: o livro trata sobre solidão e perda, mas li a história do livro para minha turma do 1º ano porque estava trabalhando os nomes próprios e a importância e história do nosso nome.
  6. Amora, de Sônia Junqueira: no ano passado, minha ex-coordenadora me entregou esse livro para contar essa história para as crianças na semana que antecedia 12 de Outubro. Quando abri o livro, só tinha imagens! Como contar, então, para as crianças? Me transformei em uma fada e com uma "caixinha-mágica", contei a história! Quem disse que todo livro precisa ter palavras???
  7. Marcelo, marmelo, martelo e outras histórias, de Ruth Rocha: ai gente, como eu amo esse livro! Lembro até quando contei essa história para meus alunos, que me traz a nostalgia de quando eu tinha a idade deles e lia esse livro! Queria ter um cachorro para chamá-lo de Latildo!
  8. Pelegrino & Petrônio, de Ziraldo.
  9. A bela borboleta, de Ziraldo: esses dois livros minha turma de 1º ano leu e eu junto com eles. Adoro os livros do Ziraldo, li a maioria deles na minha infância.
Contando a história da Amora, em Outubro de 2016

Bom, essa é a lista dos principais livros, não lembrei de outros no momento, eu lia muitos livros, principalmente aqueles que não eram para minha idade. Por exemplo, quando eu tinha 7 anos, meu pai ganhou uma coleção dos livros Julia, Sabrina e Bianca. Quando comecei a ler, de fato, eu lia as histórias que tinham nesses livros kkkk até que minha mãe passou para frente.

Eu tenho perfil no Skoob, quem quiser me adicionar por lá clique aqui.



Leia mais...

sábado, 22 de abril de 2017

Baleia Azul


O assunto mais comentado do momento nas mídias sociais e meios de comunicação também foi o mesmo na escola onde trabalho. Os alunos e professores não falavam de outro assunto. Passei a semana observando meus alunos e ouvindo, tentando entender o que eles entendiam sobre o desafio da Baleia Azul.

Na sexta-feira, tive uma conversa franca com eles. Desde quando assumi a regência do 5º ano, ouvi reclamações de alunos sobre "meus pais não conversam comigo", "minha mãe reclama quando pergunto alguma coisa"... como em casa eu sempre converso com meus filhos sobre os mais variados assuntos, me senti responsável em conversar com eles.

Quando estão nessa fase de transição para a adolescência ou mesmo já na adolescência, há um turbilhão de hormônios e informações novas, a cabeça já pensa diferente. Quando criança, muitos deles são agitados, correm sem parar, pulam, brincam, mas quando entram nessa fase, é como se estivessem agindo em câmera lenta. Às vezes, independentemente de se darem bem ou não com os pais, muitos deles se sentem sozinhos, como se não fizessem parte da família ou deste mundo, sentem uma dor ou um vazio que não sabem explicar. Se não tem a atenção que tanto querem e precisam, vão procurar em outro lugar e é aí que mora o perigo.

Sempre aconselho meus filhos e agora meus alunos a tomarem muito cuidado com quem conversam online. Não sabemos quem está do outro lado da tela. Quantas pessoas quase ou literalmente perderam suas vidas confiando em alguém que conversavam online? As notícias nos veículos de comunicação estão aí a todo o momento. Se a pessoa que está do outro lado nunca mostra o seu rosto, nunca dá o nome verdadeiro e ainda pede segredo, cuidado! Se ameaça, dizendo que sabe onde mora, estuda, que vai fazer alguma coisa com você e sua família, procure ajuda. 

E o principal: acha que está com depressão, procure seus pais para que você possa se consultar com um especialista. Não fique achando que é coisa de louco passar num psicólogo ou psiquiatra, pelo contrário: mostra que você se importa com a sua saúde mental e quer superar esse problema e viver! Se não consegue diálogo com os pais, converse com alguém de sua confiança (outro parente, equipe da escola, alguém da sua religião). 

Quem entra nesse tipo de desafio, como o da Baleia Azul, entra porque quer atenção ou porque entra de inocente. E quando veem as ameaças, ficam com medo e seguem em frente, infelizmente. Quem não tem conhecimento, ao ver as pessoas entrando nesse desafio, falam: "Que idiota! Por que entram num troço desse tipo?". Julgam, sem saber como é a cabeça de adolescentes ou de pessoas que sofrem de depressão.

Se você tem ou tiver contato com quem está numa situação dessa, não julgue-a. Já existem muitos juízes, ofereça ajuda. Quem está do outro lado da tela promovendo esse ato diabólico, está a serviço do mal. Veja quantas famílias estão sendo destroçadas, perdendo seus entes queridos! Ofereça seu ombro amigo, seus ouvidos, sua atenção. Salve uma vida! 

Lembre-se da lei do retorno: tudo o que fazemos, seja de bom ou mau, uma hora volta para nós! Que nunca nos cansemos de fazer o bem!

Leia mais...

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Os meus favoritos


Seguindo uma sugestão (Blogagem Interativa do Interative-se), vai a lista dos meus favoritos. Espero conseguir colocar tudo o que eu lembrar...

Filme: Dirty Dancing


Pode passar 10 vezes na TV, vou assistir novamente. Gosto da trilha, das danças e o Patrick.

Livro: É tudo tão simples


Tenho outros livros, mas escolhi esse da Danuza Leão porque foi de uma leitura tão simples, como tudo abordado no livro. Realmente tudo é tão simples, a gente que complica tudo! 

Cor: Azul

Amo azul! Gosto tanto de azul que quando casei, encomendei rosas brancas e paguei para pinta-las de azul. Ha! Ha! Ha! Lembrei da Rainha de Copas da Alice, mas no caso da história, as rosas eram pintadas de vermelho.

Flor: Gérbera


O primeiro vaso de gérberas ganhei do meu pai e me encantei com essas flores. Gostei tanto que até fui pesquisar para saber o nome. Nem imaginava que tinha de tantas cores! Minha flor favorita!

Música: Meu tributo - Cristina Mel



Essa música eu ouvia com a minha mãe na voz de outro cantor, Luiz de Carvalho, e a letra dessa música é profunda para mim. Deus nos dá inteligência e forças para conquistar muitas coisas e muitas vezes não o agradecemos por isso. A Deus toda a glória!

Comida: Japonesa


É a minha preferida, enquanto uns detestam peixe cru, eu amo. Gosto muito mais do peixe cru do que o peixe frito ou assado. 

Lugar: praia


Sou daquela linha que não é água com açúcar que acalma, é água com sal.

Ator: Hugh Jackman


Perfeito.

Atriz: Letícia Spiller

Sem comentários.

Seriado: House

Gosto muito desse seriado porque me identifico muito com ele. Dava altas risadas... lembrei do episódio da paciente que estava usando errado a bombinha de asma, aplicando no pescoço kkkk

Sapato: Peep Toe


Se for fechado e vermelho, melhor ainda!

Perfume: Linda


Foi o primeiro perfume doce que ganhei e me apaixonei ao ponto de comprar outro quando o primeiro acabou. Gosto mais de perfumes cítricos e amadeirados, mas esse é o meu predileto.

Elenquei alguns favoritos para compartilhar com vocês. Até a próxima!


Leia mais...

terça-feira, 18 de abril de 2017

Minha primeira vez com uma coach



No mês passado, na semana do meu aniversário (faço no dia internacional da mulher), ganhei de presente uma sessão com uma coach daqui da minha cidade. Eu nem fazia ideia o que era, mas ouvi tantas pessoas falarem que ia, algumas pessoas no meu facebook com esse título que resolvi aceitar o presente e ir até a sessão para saber do que se tratava.

Eu já conhecia a coach, ela é diretora da escola que meu filho caçula estuda. Conversa vai, conversa vem, ela me fazia várias perguntas e conforme eu ia respondendo, ela me voltava com perguntas do tipo:

-Sim, mas como você pode resolver isso?
-O que você fará em relação a isso?

E eu ia respondendo. Entendi antes dela revelar que tudo dependia de mim, do meu esforço, da forma que eu lidaria com as situações. Aquela era uma semana difícil para mim, estava a decidir se saía ou não de um dos meus empregos, por causa dos problemas que eu enfrentava lá, estava ficando doente e as preocupações me atingiram em cheio em relação à dieta que eu seguia junto com as atividades físicas e outras áreas da minha vida. A própria coach me contou como ela foi vencendo a luta contra a balança e emagrecido 30 quilos em 6 meses (emagreci a mesma quantidade e precisava emagrecer mais 20 kg, mas tinha perdido o foco).

Uma das frases que ela me pediu para guardar era:

Antes o feito do que o perfeito.

E saí de lá mais encorajada. Tomei algumas decisões na semana seguinte da sessão, outras ainda estou cozinhando kkk, mas a realidade de tudo o que eu ouvi naquela sessão é que tudo depende de mim. Já sei que para me organizar melhor, terei que voltar a ter uma agenda para anotar minhas metas. Terei que criar estratégias para atingir meus objetivos. Estou mais confiante em relação ao meu futuro e sei que com Deus, minha fé e meu trabalho, vou conseguir.

Deixarei aqui para você uma sugestão para conseguir o que deseja:



Leia mais...

domingo, 16 de abril de 2017

22 anos juntos


No dia 15/04/1995, Claudio me pediu em namoro. No dia seguinte, eu aceitei. Mas o primeiro beijo só rolou um mês depois.

Quando nos vimos pela primeira vez, não rolou nenhuma química, nem troca de olhares. Ele estava na frente da igreja, tentando descobrir os horários dos cultos e eu subia a rua com meu violão nas costas. Dei as informações e ele foi embora. Todos os fins de semana nos encontrávamos nos cultos, nos ensaios, nas rodas de conversa. Até que que a química surgiu, a troca de olhares, o flerte... 

Meu pai já havia notado que algo ia rolar, já enfatizou o seu NÃO e eu não queria dizer não para ele. Meu coração já era dele. De todas as barreiras que havia, naquele instante a pior era a diferença de 8 anos e meio de idade. Eu com 14 anos e ele com 22. Então, fizemos um acordo: 

- Vamos conversar e orar pelos nossos sentimentos. Se for da vontade de Deus, não haverá impedimento. Se não for da vontade dEle, seremos amigos. Durante um mês vamos orar, se der tudo certo, dia 16/05 a gente se beija.

E deu certo! Faltavam 10 dias para completar 1 mês do nosso propósito e meu pai chamou o Claudio para conversar. Depois do sim do meu pai, continuamos na expectativa: Claudio ansioso para me beijar e eu com medo kkkkk

Escrevo com muita nostalgia desse nosso tempo. Lembro com carinho das nossas conversas sobre nosso futuro, nossos filhos, nossos planos. Passamos por muitas lutas, tivemos que lidar com pessoas invejosas, com pessoas que não acreditavam no nosso relacionamento. O que o Claudio mais escutou foi:

- Quando ela fizer 18 anos, vai te largar.

Amigo, já estou com 36 e não larguei. Risos, muitos risos. Como eu disse, passamos por muitas lutas, tivemos nossas idas e vindas, em poucos momentos achei que tudo ia acabar, mas Deus é a base do nosso relacionamento. Em segundo lugar, temos nossas DRs... não são muitas, mas são necessárias. Há amor e paixão de ambas as partes e sabemos que só temos um ao outro para vencer esses obstáculos.

Hoje completamos 22 anos juntos. E é um presentão, um privilégio poder dividir a minha vida com você. Te amo!

Leia mais...

Pessoas que vão e que vem



Nessa semana, naquele dia que estou na "bad", conversando com o Claudio, disse que estava chateada... estava fazendo de tudo para fazer tudo certo, mas parece que tudo dava errado. Não que eu estivesse fazendo algo em troca de outra coisa como se fosse uma barganha, mas estava num dia mau.

A parte ótima de conversar com o Claudio é que ele sempre me faz enxergar o lado bom do que está ruim. E nessas idas e vindas do nosso papo, ele passou a relatar quantas coisas boas estavam acontecendo conosco nas últimas semanas e meses, principalmente no que diz respeito às pessoas tóxicas que eu havia me livrado.

Lembrei da música Encontros e Despedidas cantado por Maria Rita.

Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero

Todos os dias é um vai e vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar 
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar

E assim chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida...

Na primeira vez que ouvimos essa música, Claudio tinha dado razão aos compositores da música (Milton Nascimento e Fernando Brant). 

"Tem gente que chega pra ficar": quantas pessoas chegam como quem não quer nada e ficam pra sempre em nossa vida? Para mim, o maior exemplo é o próprio Claudio, se fosse para voltar no dia 4 de Dezembro de 1994, eu nem ia imaginar que meses depois iríamos começar a namorar, anos depois casar, ter filhos e etc, etc, etc... assim como algumas amizades que me acompanham desde a infância. Esses amigos são fortes para me acompanharem até hoje!

"Tem gente que vai pra nunca mais": sim, teve gente que achei que me acompanharia por toda a vida, que saiu e eu nem entendi no momento o porquê. Teve gente que saiu e me fez chorar, copiosamente. E eu ficava sem entender. Hoje, sério mesmo, dou graças a Deus que saíram. Gente que vai pra nunca mais! Aleluia!

Essa semana assisti esse vídeo no youtube do Tiago Brunet:




Amei! É uma outra forma de enxergar que entra e sai da nossa vida! Que entrem mais pessoas que me ajude a evoluir e crescer e que saía fora aqueles que nada acrescentam. Que Deus me dê sabedoria para lidar com pessoas parasitas!
Leia mais...

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Recomeço

Recomeço



Dei uma enorme pausa. Poderia elencar vários inimigos, mas meu maior inimigo é a minha mente. Fui até cobrada por não postar mais nada fitness no meu face, mas eu estava muito infeliz.

Não com a dieta ou com os treinos, mas tudo o que planejei para esse ano não se concretizou no início. É muito ruim amar o que se faz, mas não ser se sentir valorizada, ir trabalhar e só ouvir reclamação, ouvir diz-que-me-diz com seu nome no meio. Uma coisa é ouvir reclamação de algo que você falhou e vai trabalhar para não acontecer mais, ouvir palavras de incentivo para continuar no que está acertando... outra é ter que ouvir e presenciar coisas sem fundamento e não poder cobrar o que é seu de direito sob pena de represálias.

Graças a Deus, hoje estou num ambiente no qual me sinto valorizada como profissional e como pessoa. Diariamente luto com a minha ansiedade. Está difícil colocar dentro da mente que não posso resolver o que não está ao meu alcance.

Fiz algumas mudanças no que diz respeito às relações pessoais. Tenho um imã para pessoas sugadoras de energia, consegui me afastar das duas que mais me prejudicavam. Inclusive uma delas fazia minha caveira para outras pessoas, ainda quando se dizia/fazia de amiga, e eu não sabia porque algumas pessoas se afastaram. Descobri o motivo e foi o gatilho que eu precisava. Mantenho a amizade, porém à distância. Até porque não gosto de ir a determinados lugares e não poder cumprimentar porque estamos brigadas. Se encontro, cumprimento, falamos amenidades e tchau. É libertador!

Estava trabalhando em duas escolas e saí de uma delas. Estou à procura de vaga em outra escola, mas sei que no tempo certo Deus vai me abrir essa porta. Tenho planos em relação ao futuro e dependo de trabalhar nos dois períodos.

Outra mudança ainda está em transição e diz respeito à comunidade religiosa. Eu amo Deus, adoro e acredito. Mas a ligação que tenho com Ele não estava dando certo onde eu estava. Estou procurando essa ligação em outro lugar. Estou deixando rolar, não vou adiantar ou forçar nada... aliás, nada de forçar. Quando ouço essa palavra, lembro que se forçar, vai machucar e isso serve para tudo: relacionamentos e sapatos.

Então... recomecei e não me envergonho disso. Vergonha é continuar do mesmo jeito e nunca poder se tornar uma pessoa melhor.
Leia mais...

sábado, 22 de outubro de 2016

Lidando com a inveja alheia


Nossa, fazia tempo que eu não postava aqui! Mas hoje eu não resisti, tinha que escrever!

Muita água rolou desde a última vez que postei aqui no blog. Me firmei na minha profissão, tomei decisões importantes sobre pessoas da família que me feriam, tomei as rédeas sobre meu emagrecimento. 

Comecei a dieta dukan, aliei caminhadas e muita água e emagreci 25 quilos. Nos ultimos quinze dias, aderi à paleo e espero eliminar mais 25 kg.

E como tem aparecido gente invejosa desde então! E não é só sobre minhas conquistas na parte física, mas em relação ao meu trabalho e até meu casamento! E o que me surpreende é que a maioria dessas pessoas nem disfarçam. Já aconteceu de uma pessoa fazer um comentário desagradável que fiquei tão ruim, mas tão ruim, que fisicamente comecei a amolecer, a ter dores de cabeça e mal estar ao ponto de não conseguir me exercitar. Sim, dei poder às palavras dela. Porém, no geral, tenho me saído bem dos comentários maldosos.

E nessa noite, vejo que o brilho que emano incomoda essas pessoas que vivem numa situação de não conseguirem lidar com o sucesso das outras. Muita luz para elas!

Leia mais...

domingo, 10 de maio de 2015

Desapegando do que faz mal

Desapegando do que faz mal


Acredito que o perdão é algo difícil para pedir, muito mais por saber as reações que a parte ofendida terá. Mais difícil ainda é conceder perdão a alguém que acredita que não te ofendeu. Porém, enquanto não existir o perdão, estaremos sempre ligados a essa pessoa.

Me lembro de um encontro de casais que participei em 2000, quando um palestrante mostrou à plateia os desenhos de um homem e de uma mulher colados um no outro; depois, ele descolou as duas partes, mostrando que pedaços um do outro ficaram colados em ambos, dizendo que em todo divórcio haverá lembranças da mulher "colados" no homem e vice-versa. E fazendo uma analogia sobre perdão, enquanto não há perdão, tudo o que a pessoa te fez fica "colado" em você, tudo o que olha lembra a pessoa e por aí vai.

Geralmente não falo às pessoas o que elas fizeram ou disseram que me decepcionou. Acabo guardando muitas coisas dentro de mim ou se já estou nervosa já falo na lata. O que falo na hora não me escraviza, mas o que guardo me faz muito mal. E foi assim que relembrei a algumas semanas tudo o que uma pessoa que amo fez e falou que me machucou.

Essa pessoa é muito difícil de lidar justamente por não assumir o que faz e o que diz. E sempre guardei tudo, respirava fundo e deixava para lá. E tudo o que guardei fez com que eu tivesse uma visão muito negativa sobre mim e isso não me deixava crescer, amadurecer. Mesmo com várias pessoas ressaltando as minhas qualidades, não me via tão qualificada. Eu sentia que por mais que eu me esforçasse, nunca seria boa demais ou surpreenderia essa pessoa.

E então resolvi escrever uma carta colocando no papel todas as mágoas e ressentimentos que eu tinha. Foi uma carta muito difícil de escrever, cheguei a rasgar, jogar fora, reescrever e nada. Eu, que sempre tive facilidade de me expressar no papel me sentia incrivelmente burra. Nessa hora recorri ao Pai celestial para me ajudar a colocar no papel o que tinha no meu coração.

Enquanto escrevia, era inevitável segurar as lágrimas que eu nem sabia que tinha. Expressar essas dores na escrita doía. Resolvi chorar tudo o que precisava. E enviei a carta pensando nas reações que ela causaria: a não aceitação do que estava escrito, a negação dos atos descritos ou a reflexão sobre o que eu sentia com a liberação de perdão de ambas as partes, afinal eu também pisei na bola e assumo. 

A reação da pessoa foi a não aceitação e a negação. E como essa pessoa domina a arte da manipulação, enquanto lia o que ela me escreveu, me senti uma idiota; era como se tudo o que expressei fosse fruto da minha imaginação, como se eu tivesse inventado tudo para justificar as minhas mancadas. Depois que li, fui andar um pouco para refletir sobre toda essa situação e lembrar o que eu precisava naquele momento: aceitar meus erros, me consertar, liberar perdão a esse alguém e seguir em frente a minha vida. Ainda respondi alguns pontos ao que essa pessoa me escreveu, pondo um ponto final.

O perdão não é instantâneo mas é um processo. Ontem mesmo, diante do espelho falei tudo o que me incomodava e pedi a Deus que me ajude a liberar perdão para que eu me lembre desse alguém de forma positiva, aceitando-a como ela é e pedindo a Ele que quebre esse coração de pedra. 


E para concluir, esse pensamento:

"Toda referência precisa ser notável, exemplar, limpa e transparente. Procure seguir alguém que assume o seu passado, assim as suas referências não estarão de acordo com a vontade e a vida do outro e sim da sua própria vida, experiência, entendimento e razão."

Leia mais...

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Qual é a sua motivação?

Qual é a sua motivação?



Essa frase pisca constantemente na minha mente: qual é a motivação para isso ou aquilo? Por que existem pessoas que não tem vontade nenhuma, em vez de abrir mão e deixar para outra pessoa fazer, se afunda e afunda os outros?

Eu já trabalhei em diversos empregos e sempre procurei fazer o meu melhor. Em um desses empregos eu não exerci com excelência por causa do constante assédio moral cotidiano que eu vivia que se uniu à depressão e eu trabalhei as últimas semanas relaxadamente porque era a forma que eu tinha de me "vingar".

Hoje, pedagoga formada, trabalhando na área, por vezes acabo achando que todos os professores são como eu que estuda, investiga, busca, muda, interage... mas nem todos são assim. Para mim é demasiadamente triste e repugnante presenciar "profissionais" da área de educação que não estão satisfeitos (seja por causa do salário, da estrutura do ambiente escolar, da liderança, entre outros problemas), que acabam afundando e desgraçando a educação.

Sou professora do Maternal 2 e procuro sempre levar novidades aos pequenos, aproveitando que nessa faixa etária (2 anos) eles são bem impressionáveis. Já me vesti de Emília, de Índia, imito o Lobo Mau. Sempre tendo o foco na aprendizagem deles. Sirvo de inspiração para algumas professoras, outras tentam me atingir com comentários do tipo "você é assim porque concluiu Pedagogia agora, quero ver daqui a 5, 10 anos". Meu bem, atuo na Educação Cristã a 20 anos e só tenho progredido e acredito que daqui 5, 10 anos estarei voando na Educação Infantil ou Fundamental.

Não costumo dar ouvidos a esse tipo de comentário, mas se tem algo que me mata é observar professores que afundam o ensino. Deixam seus alunos o tempo todo assistindo televisão, brincando sem nenhuma orientação pra poder mexer no celular, afirmando que cursaram pedagogia porque era fácil, porque no município o concursado ganha bem, entre tantas outras coisas. Minhas colegas de profissão vão detestar ler essa linha, mas eu sou contra as greves da forma que são feitas hoje. Querem atingir os prefeitos, os governadores, porém os maiores prejudicados são os alunos!

Nos altos dos meus 34 anos, eu sinto que me encontrei profissionalmente e todos os dias acordo animada e motivada para as minhas aulas, sabendo que vou chegar na escola e ver aqueles rostinhos sorridentes aprendendo um pouco de tudo a cada dia comigo, sabendo que os seus saberes serão espalhados por onde quer que eles forem!


Você que lê esse meu desabafo, na área que você trabalha/estuda, qual é a sua motivação para tal? Espero que a sua motivação não o faça se animar, mas sim transformar a si mesmo e a todos que estão a sua volta. Até mais!
Leia mais...

domingo, 19 de abril de 2015

Fazendo o que ama com dedicação


"O que você quer ser quando crescer?" Quem nunca ouviu essa frase de um adulto quando criança? Quem nunca fez a mesma pergunta? Pois é, desde pequena quando me perguntavam, a resposta era sempre a mesma: PROFESSORA.

Sempre gostei do ambiente escolar. Até mesmo na igreja. Meus olhos brilhavam quando as professores contavam histórias com flanelógrafo, fantoche, cartaz, quando cantavam músicas com muitos gestos... ah, eu delirava! Até brincava de ser professora, tal era o meu sonho.

Antes de ser professora de Educação Infantil, me tornei professora de Educação Cristã aos 13 anos. Muita gente não botava fé em mim, mas quem me preparou para o ofício, o Pr Magno Paterline, viu que eu tinha um grande potencial. E muita coisa que eu sei até hoje é graças a esse homem de Deus que me ensinou que para trabalharmos na obra, além da disposição, precisamos muito da orientação do Pai Celestial e de estar disposto a aprender sempre. 


E provei mesmo a minha capacidade, não somente para todos os que duvidavam mas para mim mesma. Os anos foram se passando, eu construindo meus materiais, aprimorando o que eu sabia, correndo atrás do que não sabia e quando vi estava dando aulas até para adolescentes.

Secularmente trabalhei como secretária, auxiliar de escritório, office girl, telefonista, manicure, cabelereira, artesã... mas não me encontrava em nenhuma dessas profissões porque estava latente dentro de mim o magistério. E com três filhos pequenos, voltei a estudar. Não foi fácil voltar a estudar depois de 11 anos sem abrir um livro, foi sofrido, mas Deus me recompensou porque eu estava disposta.

Conclui meu tão sonhado curso de Pedagogia, hoje sou professora regente do Maternal II e ali deixo toda a minha criatividade fluir. Tenho outros sonhos para essa área, como escrever livros para outras professoras e para alunos, ter a minha escola e tantos outros sonhos que não sei se vou realizar. Mas nos altos dos meus 34 anos eu vivencio o prazer de fazer o que ama com dedicação. Como é bom trabalhar com aquilo que temos o dom, a vocação!



Já até me disseram "você está assim porque está no início da carreira, quero ver daqui a 5 anos"... Bem, vou deixar passar os 5, 10, 15 anos para constatar. Mas acredito que a minha opinião não muda não... beijinho no ombro!

Leia mais...

sábado, 18 de abril de 2015

Infinitamente mais do que tudo o que pedi ou pensei!

Infinitamente mais do que tudo o que pedi ou pensei!


Chegou o fim do curso de Pedagogia. E estava chegando ao fim meu contrato como estagiária pela Prefeitura. Aquele aperto no peito de sair do CMEI, de deixar as crianças e as colegas e não saber para onde ir, se eu ia conseguir estágio em outro lugar me deixava preocupada.

Depois que redigi meu currículo, comecei a via sacra: fui de escola em escola (as particulares), entregar e passar pela entrevista. Infelizmente descobri tarde demais que em Campo Mourão você só trabalha em escola particular se você tem Q.I. (Quem Indica). Conversei com algumas colegas que já trabalhavam em algumas dessas escolas, umas se comprometeram em me indicar, outra foi bem taxativa 

"nem fala que me conhece!"

É, talvez alguém já a tenha prejudicado e ela não quisesse reviver essa cena. Então eu só tinha que pedir a Deus e esperar.

Uma das minhas colegas de curso comentou sobre uma escola que precisava de uma auxiliar para berçário. Entreguei o currículo e aguardei. Falando a verdade, eu não conseguia me enxergar dentro de um berçário. Não é que eu não gostasse de trocar fraldas, ou como dizem por aí "lavar a bunda de bebês", já trabalhei em berçário, estava craque no que diz respeito à troca de fraldas, mamadeiras e por aí vai... mas eu queria trabalhar com os maiores, vivenciar as práticas pedagógicas observando as professoras na socialização, atividades e por aí vai. 

Fui chamada para três dias de teste. Primeiro dia no berçário: troquei muitas informações com a professora da sala, ajudei na troca e alimentação dos bebês, no soninho... fiquei maravilhada com a sala, com os equipamentos que lá encontrei e fiquei pensando no CMEI que deixei, que espetacular seria ter um pouco do na escola tem para ajudar as professoras e os bebês na construção da sua autonomia. No final do dia, fui chamada para conversar com a Coordenadora e ela me disse que só tinha ouvido coisas boas a meu respeito (oba!) e gostaria que eu fizesse um teste no próximo dia no Maternal II.


Ah... eu tenho certeza de que ela viu meus olhinhos brilharem! Nem dormi direito de tanta ansiedade! E no segundo e terceiro dias, estava lá no Maternal II com a auxiliar e a professora regente que foi minha colega de faculdade que sairia dali para assumir o concurso. Estava na cara que a auxiliar assumiria a regência e eu seria a auxiliar da turma. Porém, eu me enganei!

Fui contratada sim (Glória a Deus!) como professora regente! Deus é bom demais! Estava na expectativa para ser auxiliar e fui contratada como a professora! E quase um mês depois ainda me encontro em êxtase. E estou vivenciando uma nova fase da profissão para mim, envolvida em planejamento de aulas, diário de classe, atividades e por aí vai. E é lógico que estou extravasando toda a criatividade que estava a anos incubada!




É muito gratificante trabalhar com o que ama. E eu amo a Educação Infantil e poder acompanhar de perto a evolução dos meus pequenos.



Obrigada Pai por esse belíssimo presente!

Leia mais...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A palavra convence mas o exemplo arrasta.

A palavra convence mas o exemplo arrasta.


Nunca essa frase fez tanto sentido na minha vida como agora. Muitas vezes podemos achar uma frase bonita, mas ela é carregada de significado quando traz sentido à fase que estamos vivendo.

Como relatei em outra postagem, estou passando uma fase bem difícil com a minha família. Porém, o melhor dessa fase é que estamos muito unidos, sempre preocupados uns com outros, dialogando mais e fazendo planos para que tudo melhore e essa fase passe logo.

Moramos de aluguel e o pagamento está atrasado. Explicamos nossa situação ao dono da casa, mas ele exigiu que saíssemos dela. Começa outra luta pra procurar uma casa pra alugar no mesmo bairro, perto da escola do caçula, perto da casa da sogra, pelo mesmo preço ou mais conta. Achamos uma casa pela metade do valor que costumamos pagar e a 10 passos da escola do João. Respiramos aliviados. Ufa! Fechamos com o dono no sábado e no domingo já levaríamos algumas caixas. Domingo de manhã fomos à igreja e levamos um choque na volta à casa: tinha um caminhão descarregando uma mudança!


Ah, não aguentei! Chorei e chorei... comecei a lembrar de tudo o que estamos passando nessa fase e desabei. Como no domingo eu estava escalada para cantar tanto com a equipe quanto com o coral, pensei em mandar uma mensagem para o pessoal avisando que eu não cantaria, que eu não tinha condições para cantar. Mas desisti. Resolvi acalmar meu coração e parar com o chororô.

À noite, na igreja, cultuamos a Deus. Toda vez que o pastor falava algo que mexia comigo, eu respirava fundo pra não chorar, até porque é bem difícil cantar com a voz embargada de emoção. Mas na hora da santa ceia, quando vi meu filho mais velho, o Pedro, chorando e orando de joelhos, não aguentei. Fui até onde ele estava, abracei-o fortemente e disse que essa fase estava passando. Choramos.

Mas quando vi meu filho me enchi de orgulho em vê-lo clamando a Deus. E a frase título dessa postagem nunca fez tanto sentido na minha vida como agora. E mais uma vez se confirma que os atos falam muito mais que as palavras.



Leia mais...

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Pessoas que nos surpreendem

Pessoas que nos surpreendem


Na madrugada de hoje (20/02/2015) eu estava no Celebra Eventos prestigiando o baile de formatura da Alessandra (comigo na foto). Estudamos pedagogia juntas, mas ela se formou primeiro. A Alessandra era aquela colega quietinha, que fica na dela anotando tudo o que os professores falavam, sempre falando baixinho, discreta, totalmente diferente de mim rsrsrsrs

Semana passada recebi uma ligação dela e fiquei surpresa em ganhar os convites. Até porque eu achava que se um dia ganhasse, seria de alguma amiga muito próxima, mas me surpreendi não somente com o convite mas também em constatar a alegria da Alessandra, com certeza a mais animada da festa - e a que mais me abraçou efusivamente!!!

Concluir a graduação é o máximo, é um ciclo que se fecha. Depois de anos estudando, quebrando a cabeça, passando noites em claro em meio a estudos e trabalhos, chegar na festa de formatura é colher os louros da vitória. E desejo a todas as minhas colegas muito sucesso na caminhada profissional.

E fico aqui aguardando minha colação e baile que será em Agosto. 
Leia mais...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Ensinando, aprendendo, ensinando...

Ensinando, aprendendo, ensinando...


Nas minhas leituras dos blogs, li a postagem A menina, o sorvete e a lição do blogueiro Claudio Chamun. Confesso que fiquei muito emocionada, alias sempre fico quando leio algo que envolve crianças.

Quando me tornei mãe, achei que teria todas as respostas aos meus filhos conforme chegassem as perguntas. Como a gente se engana! Ainda mais porque meus filhos fazem perguntas que para a idade deles são bem avançadas (rsrsrs). Pelo fato de muito perguntarem, acabei sendo estimulada a ir atrás de diversas informações e como tenho aprendido com eles!

Estamos lendo a Bíblia em família e me surpreendo com eles quando questionam coisas que nem sequer pensei. Por exemplo, quando estávamos lendo sobre a história de Abraão me perguntaram como os povos naquela época faziam para saber as horas. Como eu nunca pensei nisso? Depois da nossa leitura, pesquisamos no Google e conhecemos como os relógios foram criados e melhorados com o passar dos anos. Independente do livro que lemos juntos, eles sempre levantam questionamentos que tem trazido grandes lições para todos nós.

E o carinho que recebo deles então! Totalmente desprovido de interesse. É lógico que, às vezes, eles vem com graça "mãe, você emagreceu! Me dá 10 reais kkk", mas como temos tanta intimidade e cumplicidade, até mesmo com esse tipo de brincadeira eu sinto o quanto me amam. Às vezes acho que me veem mais como amiga do que mãe. E mãe tem amor incondicional e de certa forma sinto que é recíproco da parte deles.


Não só em casa tenho aprendido. Com as crianças do CMEI onde faço estágio, tenho aprendido grandes lições com elas. Muitas vezes caímos no erro da barganha tal qual o post do Claudio, mas carinho e amor nos são dado sem ter nada em troca.

E quando acho que estou ensinando, na realidade estou aprendendo. E assim vou enriquecendo cada vez mais a minha vida com belíssimos valores.

Leia mais...